Tuesday, March 21, 2017

Argozelo-Africanos termina em tumulto


No final do encontro que terminou empatado (2-2) entre o líder do campeonato e os Africanos de Bragança, alguns adeptos da equipa da casa travaram razões na bancada central com o treinador dos visitantes (que havia sido expulso), mas os ânimos foram acalmados pelos jogadores.

O jogo intenso animou e entreteve as bancadas durante 90 minutos. O empate adequa-se ao que aconteceu em campo. Porém, apesar de se ter tratado de um bom espetáculo de futebol, o jogo ficou manchado pelo que aconteceu nas bancadas, já depois do apito final do árbitro.

Óscar Monteiro, treinador dos Africanos de Bragança, foi expulso durante o jogo por alegados “insultos ao trio de arbitragem”, segundo Rui Paulo, juiz da partida.
Assim, o técnico foi obrigado a assistir ao resto do encontro a partir da bancada onde, segundo palavras do próprio, “foi mais do mesmo comparativamente a outros jogos”. “No nosso entender, todos somos iguais. Para alguns, a questão é sempre ‘preto’ contra ‘branco’. Fui, nas bancadas, tratado como ‘preto’. Abri o peito e perguntei porque me tratavam assim, quando eu não tratei ninguém como ‘branco’, e acabei por ser agredido”, descreveu o treinador.

“Os Africanos de Bragança são um projeto, sobretudo, de integração social. Mas isso deixa de ser possível quando acontecem situações como esta. E isso obriga-nos a pensar muito sobre a pertinência da nossa equipa neste campeonato”, analisou no final o treinador, acrescentando que a equipa “coloca muito jovens a praticar desporto e não deviam ser sujeitos a estas situações”. “Os meus jogadores não deviam ser sujeitos a este tipo de pressão psicológica. Mais vale desistir da equipa de futebol e ficar em casa, porque estes jovens não são obrigados a estar sujeitos a isto. Isto tem prejudicado não só as notas dos atletas, mas também a relação dos africanos com a cidade. O futebol parecia, no início, algo ideal. Mas assim não é possível”, disse.





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